Eu sou apaixonada por palavras. Música. E pessoas inteiras....
Não importa seu sobrenome, onde nasceu ou quanto carrega no bolso.
Pessoas vazias são chatas e me dão sono.
Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida.
Tem muita coisa dentro de você?
Então jogue essa porra de identidade fora e senta aqui.
Pára de falar da festa. Da viagem. Das 300 horas que ficou sem dormir ouvindo tuntz tuntz. Tá bom, pode falar! Mas seja breve.
Eu quero saber sobre você.
VOCÊ! VOCÊ É GENTE!
E gente sente. Gente ama, sofre, sente sono.
E tem medo. EU TENHO MEDO.
Eu,
na verdade, tenho muitos medos. E um deles é que as pessoas virem
apenas uma IMAGEM. Não para os outros (que se phodam os outros!), mas
para si mesmo.
Antes que a conversa se estenda, quero esclarecer logo...
Não sou hipócrita, veja bem.
Também adoro um auê, uma frescurinha, champagne boa.
Tenho um ego chato que apaga minhas fotos feias em máquinas alheias.
Fico emburrada se a calça jeans não entra.
Brigo cá com meus defeitos (que são caros, fartos e meus).
Mas o que vim dizer hoje não é isso. Ou melhor, é sim.
O que eu quero falar na verdade é que: A GENTE PODE SER BEM MAIS QUE ISSO.
Esqueça os bens materiais ...
Podemos ser essência...
E não precisa fazer linha comigo, eu nasci desalinhada!
Sigo a vida conforme o roteiro, sou quase normal por fora, pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono.
Não quero uma vida pequena, um amor pequeno, um alegria que caiba dentro da bolsa. Eu quero mais que isso.
Quero o que não vejo.
Quero o que não entendo.
Quero muito e quero sem fim.
Não cresci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar e puder voar.
Por isso, não me venha com superfícies, nada raso me satisfaz.
Eu quero é o mergulho.
Entrar de roupa e tudo no infinito que é a vida..
E rezar, bastante, pra sair ainda bem melhor do outro lado de lá.
Não me impressiono com cifras, títulos ou promessas.
Não acredito em palavra dita ou escrita.
Eu acredito em atitudes, somente.
Palavras, eu já tenho.
Nasci com esse dom.
Posso te contar minha vida inteira e, ainda assim, você não vai saber nada de mim.
Quer me conhecer lendo meus textos? Nem tente.
Eu não conseguiria descrever um décimo de tudo que eu penso mesmo que eu soubesse todas as palavra do mundo.
Vim ao mundo a passeio.
Não sei agradar ninguém dizendo algo que não penso. Ou que não é.
Tento dar bons exemplos.
Tenho consciência de que sou responsável por tudo que escrevo uma vez que deixo alguém ler.
Falo palavrão na hora certa. Xingo na hora errada.
Escrevo tudo que vem à minha cabeça sem roteiro, sem pensar se vão gostar ou não.
Escrevo tudo que penso.
Não penso em tudo que escrevo.
Escrevo porque é a forma de organizar meus pensamentos.
Escrevo porque é a forma de eu me conhecer mais e de você me conhecer menos.
Não me importo em ser clichê, nem em repetir isso a cada texto.
Não me importo de escrever mil vezes sobre o mesmo tema.
O amor é clichê e inesgotável.
Impossível não ser igual a tudo que já foi dito.
Impossível não dizer de novo a mesma coisa.
Minha mente é inquieta por que existe um mundo dentro da minha cabeça.
Quando quero muito uma coisa consigo, pelos meus méritos, sem ter que passar por cima de ninguém.
Aprendi com minha mãe que o melhor caminho é sempre ser honesto,é poder deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz.
Amo muita gente que está longe e hoje amo muito mais as que estão perto.
Admiro pessoas autênticas.
Abomino falsidade.
Acredito no amor de quem age com verdade, mas não acredito em gente que fala bonito pra impressionar.
Em quem usa grife mas não tem nada mais do que isso pra mostrar.
Não acredito num cidadão que trai depois diz que ama.
Não acredito em pessoas que falam do que não vivem.
Não acredito em pessoas que humilham as outras pra terem respeito.
Respeito não é imposto é adquirido.
Princípios são fundamentais.
São valores, vem de berço.
Acredito
nisso. Acredito sobretudo em Deus, família, shampoos caros,
hidratantes perfumados, perfumes franceses e atitudes coerentes.
Todo resto é bobagem.
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